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Ibirapuera – Parque Metropolitano (1926-1954)

Ana Cláudia Castilho Barone

O Ibirapuera é o primeiro parque metropolitano de São Paulo. Foi projetado para ser um espaço moderno e de múltiplas funções. Estava previsto pelo poder público desde 1926, mas demorou quase três décadas para ser executado. Durante esse período, uma série de conflitos foram encampados em torno da sua configuração, de naturezas e proporções distintas, passando por confrontos em relação à propriedade pública da gleba, constantemente ameaçada por ocupações de particulares e diferentes tipos de instituições, até as mais sofisticadas estratégias de controle em relação à sua forma urbana. Este livro trata das disputas envolvendo a decisão sobre a configuração do parque, cujo âmbito nunca chegou a extrapolar os limites circunscritos pela elite paulistana. A demora na sua realização suscita alguns questionamentos: por que um industrial, nos anos 50, liderou as articulações para a viabilização desse parque? Quais matrizes do pensamento urbanístico foram mobilizadas para criar as bases de sustentação do projeto? Que aliados foram buscados no seio da sociedade para garantir o sucesso da empreitada? Como se equacionaram os interesses conflitantes em torno do projeto do parque? Estas são algumas inquietações que orientam o percurso deste livro.

Coedição: Fapesp

SUMÁRIO

Introdução

Ibirapuera: parque metropolitano (1926-1954)

 

Capítulo 1

Da concepção à concretização: a história do vazio (1890-1954)

 

1. O “grilo” do Ibirapuera: da cessão das terras ao Município à decisão de implantar o parque (1890-1930)

A questão do Ibirapuera

Contradições na gestão da área

 

2. Conflito público-privado: hipódromo versus viveiro (1929-1933)

Novas tentativas de ocupação

 

3. A retomada do problema jurídico (1941)

 

Capítulo 2

Os espaços livres e o debate sobre a cidade (1930-1954)

 

1. Os Parques no Plano de Avenidas (1930)

Parques: espaços livres articulados ao sistema viário

Duas referências urbanísticas internacionais

O Museu Social

As idéias de Hénard difundidas no contexto do Museu Social

Desvios conceituais no traslado das referências

 

2. Espaços livres no urbanismo do “Plano Regulador” (1934-1937)

Plano Regulador, urbanismo e zoneamento

Espaços livres

Parques de fronteira

 

3. Espaços livres no relatório de Robert Moses (1950)

 

4. O ponto de vista de Anhaia Mello (1952-1955)

 

Capítulo 3

Um parque para as indústrias e as artes (1954)

 

1. Ciccillo Matarazzo, um industrial culturalmente engajado

2. O projeto do parque: obra moderna e representação de Estado

3. Indústria, ciência e cultura

4. Um parque para a classe média

 

Capítulo 4

Argumentos de oposição (1950-1953)

 

1. As polêmicas em torno da criação do parque

2. A posição da SAC

3. O Estado de São Paulo e a defesa do parque inteiramente verde

4. Uma campanha da sociedade civil em favor do parque exclusivamente verde

5. O processo conciliatório

6. Identificando os opositores

7. Mudança de perspectiva

 

Considerações finais

Um parque metropolitano no cerne do urbanismo paulistano

​ISBN: 978-85-8499-133-4
Formato: 16x23 cm​
​Paginas: 202

​Preço:R$ 45,00