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Mashinamu na Uhuru – arte maconde e a história política de Moçambique (1950-1974)

Lia Dias Laranjeira

É nesta interface entre, por um lado, a escultura makonde como espécie de resistência, manifestada em formas estilísticas diversas - a ujamaa, a shetani, a binadamu, a dimongo – e por outro, um terreno político mudando em função do desenvolvimento político-militar da luta, e o mercado emergente para arte africana, que Lia Laranjeira localiza sua análise. (…) Evidentemente, a luta armada não era e não poderia constituir uma estrutura narrativa completa para a história moçambicana entre 1960 e a independência. É nesse sentido que a pesquisa apresentada neste livro amplia nossa compreensão da luta em termos das múltiplas formas em que ela foi entendida e encarnada artisticamente pelas pessoas envolvidas.

Colin Darch

SUMÁRIO

PREFÁCIO, Colin Darch

 

INTRODUÇÃO

 

CAPÍTULO 1. ARTE MAKONDE EM MOÇAMBIQUE COLONIAL: CIRCULAÇÃO DE OBJETOS E CONSTRUÇÃO DE IMAGENS

1.1 Arte makonde no Museu Regional Comandante Ferreira de Almeida (Museu de Nampula)

1.1.2 Museu de Nampula e ciência colonial

1.2 Dominação e Resistências

1.2.1 Ocupação do planalto

 

CAPÍTULO 2. IMIGRAÇÃO E ARTE MAKONDE NO TANGANYIKA - DÉCADAS DE 1950 E 1960

2.1 Trabalho forçado e emigração

2.2 Racismo em Moçambique e o contraponto com o Tanganyika segundo os relatórios de Jorge Dias.

2.1 Motivações para migração

2.3 Emigrantes makonde entre a plantação de sisal e a produção de esculturas

2.3.1 Arte em movimento: trajetórias de imigrantes e criação de estilos

2.3.2 O estilo shetani: a especialização de um mercado de arte

2.3.3 O estilo ujamaa: a força da aldeia e o socialismo de Nyerere

CAPÍTULO 3. ORGANIZAÇÃO POLÍTICA NO TANGANYIKA E O MASSACRE DE MUEDA

3.1 Associações makonde ao norte do Rio Rovuma

3.2 O Massacre de Mueda (1960)

3.2.1 Outras versões narrativas sobre o Massacre de Mueda

3.2.2 Relatos do administrador de Mueda sobre os antecedentes do Massacre

3.2.3 Arte e crítica social

3.2.4 Ressonâncias do Massacre: Divulgação internacional e respostas do Governo Geral de Moçambique

 

CAPÍTULO 4. OS MAKONDE NA MANU E NA FRELIMO: PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E PRODUÇÃO DE ESCULTURAS NA GUERRA DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE

 

4.1 Os makonde na ANU

4.1.1 Tensões entre e nos grupos políticos

4.1.2 Fusão entre os grupos políticos

4.2 O protagonismo de Nkavandame

4.2.1 Do outro lado da guerra

4.3 Arte makonde na guerra de libertação de Moçambique
4.3.1 Venda de esculturas em Mtwara

4.3.2 Arte na prisão: a experiência de Augusto Chilave na cadeia da Machava (1965-1970)
4.4 Arte e a cultura makonde em Moçambique pós-colonial: algumas reflexões

CONCLUSÃO: Mashinamu entre identidade étnica e identidade nacional

​ISBN: 978-85-8499-130-3
Formato: 16x23 cm​
​Paginas: 304

​Preço:R$ 50,00