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O GUESA

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Quem lê o futuro se condena ao esquecimento. Joaquim de Sousa Andrade (1833-1902), ou Sousândrade, dizia-se decepcionado por saber que seria lido 50 anos depois. Ele se referia à sua obra maior, O Guesa, poema épico de 13 cantos e 176 estrofes, cujo protagonista é um ser errante, em travessia pelo continente americano - seu destino é ser sacrificado por especuladores em Nova York. Apesar da importância, o livro só foi editado em edição fac-similar, de pequena tiragem. Esta é a primeira, desde o fim do século 19, edição integral, com a tipologia da época e sem a reprodução em fac-símile, com prefácio do poeta Augusto de Campos, com o seu irmão, Haroldo de Campos, escreveu Re-Visão de Sousândrade, e resgataram a obra do poeta maranhense nos anos 1960. Os grandes méritos de O Guesa residem, em grande parte, nas inovações estéticas do poema, especialmente nos episódios epigramáticos que Haroldo e eu denominamos Tatuturema e O Inferno de Wall Street. Uma das primeiras edições parciais do poema, publicada em 1877, em Nova York, onde o poeta residiu por vários anos, já traz essas sequências, nas quais ele usa recursos inusitados. Colagens de eventos colhidos nos jornais The New York Herald e The Sun, neologismos como 'sobre-rum-nadam' ou 'fossilpetrifique' e a diversidade tipográfica dão um aspecto incomum a esses epigramas dialogados. Mas não são apenas essas inovações, presentes em outros versos, que lhe conferem particular interesse. Trata-se de um poema épico com uma visão transamericana atípica: o personagem principal, o 'guesa', sem-lar ou errante, extraído da mitologia dos antigos músicas, índios colombianos, era um menino sacrificado em homenagem a Bochica, o deus do Sol. Assumindo alegoricamente a sua persona, Sousândrade percorre vários países sul e centroamericanos e termina sacrificado pelos especuladores da Bolsa de Nova York.
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    Joaquim Sousândrade
    Prefácio de Augusto de Campos
    382 páginas