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O MAGO MARGINAL

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O soneto, esse eldorado antigo com sua lógica e perfeição, por onde se aventuraram Dante Alighieri, Francesco Petrarca, Sá de Miranda, Shakespeare, Baudelaire, entre outros, é o terreno minado no qual o paulista Glauco Mattoso cultiva seu linguajar a jato. A Maldição do Mago Marginal, onde mais uma vez os sonetos tiram o leitor do sério, o autor, que se aventurou pelo haicai, pelos limeiriques, quadradécimas, etc., escolheu a forma dos 14 versos, fundada no século 13, para dar moradia privilegiada à acidez, ao humor e à melancolia. Tão asséptico, tão quadrado, tão chato, o soneto precisava de uma maldição destas. Um banho de água quente no lirismo defunto. Cacaso escreveu nos anos 1980 que o autor " configura um caso à parte em nossa poesia: ele pega um pouco de tudo, come de tudo, bebe de tudo, prova de tudo. E desconfia de tudo. Pratica todas as técnicas da vanguarda (...) Mas também escreve poemas como qualquer outro poeta, com um verso depois do outro, tudo correto e bem trabalhado. Usa de tudo e não se prende a nada." Glauco sabe o que faz: domina a técnica do verso. Peças como Soneto da Língua Putanheira, uma paródia de Língua Portuguesa, de Olavo Bilac, provam essa afirmação. Nestes tempos sem quase nenhuma poesia, o soneto ainda respira, graças à oxigenação que lhe deram alguns poetas. Como pedra no sapato da chatice crônica, no caldeirão do Mago Marginal, entre cobras e lagartos, uma poção trágica espanta o tédio. Fabiano Calixto